Salvador Capital Afro 2025: um convite para transformar viagens em experiências inesquecíveis
Jaqueline Santos • November 6, 2025
Salvador é, inegavelmente, o coração afro-brasileiro do país. E para celebrar essa potência, a capital baiana se transforma, anualmente, na "Salvador Capital Afro", um programa com uma intensa programação cultural com foco especial neste mês de novembro, que marca o Dia da Consciência Negra.
O evento
O evento
O Salvador Capital Afro é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador que visa promover um amplo conjunto de atividades culturais, artísticas e econômicas, destacando a força da cultura negra e a valorização da ancestralidade africana na cidade.
Programação Imperdível
A celebração de 2025 se estende por 40 dias, com mais de 50 atividades gratuitas, transformando Salvador em um palco vibrante da cultura afro-brasileira.
Show com a Orquestra Afro Sinfônica, Festival de Música e Arte do Olodum, Show especial de Léo Santana e Caminhada do Samba são algumas das atrações previstas.
Oportunidades para o trade de turismo
Para as agências de viagens e operadores de turismo, o período é ideal para montar pacotes e grupos temáticos voltados ao afroturismo, à cultura e à música.
Durante 40 dias, a cidade oferece mais de 50 atrações gratuitas, um cenário perfeito para enriquecer roteiros, fidelizar clientes e atrair novos públicos interessados em vivências culturais autênticas.
Experiências exclusivas da Diaspora.Black
A Diaspora.Black é referência em afroturismo e experiências culturais
e oferece pacotes e roteiros que podem ser revendidos ou adaptados por agências parceiras.
São experiências ideais para grupos, incentivos corporativos e roteiros personalizados
que unem história, ancestralidade e celebração.
Imersão Afropunk
Pacote completo para vivenciar o maior festival de cultura negra do mundo, com:
- Hospedagem confortável e bem localizada;
- Transporte organizado;
- Roteiro de experiências afrocentradas;
- Passeio náutico pela Baía de Todos os Santos com gastronomia baiana;
- Acompanhamento de guias especializados.
Experiências que fazem parte do pacote Afropunk ou podem ser adicionadas aos seus roteiros:
By Night Santo Antônio Além do Carmo
Tour noturno pelo bairro mais boêmio de Salvador, com jantar típico e vista para a Baía de Todos os Santos. Ideal para grupos que valorizam cultura e gastronomia.
Walktour Afro – História e Resistência a Céu Aberto
Caminhada guiada pelos marcos da resistência negra, como Pelourinho, Rosário dos Pretos e Casa do Benin. Uma vivência educativa e transformadora.
Rota dos Orixás
Percurso espiritual e cultural pelos espaços sagrados das religiões de matriz africana, como a Casa de Yemanjá e o Dique dos Orixás.
Disponível também para roteiros personalizados de grupos.
Afrobarco – A Festa da Diaspora no Mar
Experiência única pela Baía de Todos os Santos com DJ, drinks e pôr do sol. Perfeito para grupos que buscam celebrar com estilo.
Tour Capoeirístico – História Viva da Capoeira
Imersão guiada por mestres e pesquisadores, visitando locais emblemáticos dessa arte símbolo da resistência afro-brasileira.
Tours em Salvador
Além da imersão no Afropunk, a Diaspora.Black oferece outros tours em Salvador que você pode incluir em seus roteiros. Veja aqui!
Por que vender o Salvador Capital Afro com a Diaspora.Black
- Experiências originais com curadoria afrocentrada.
- Parcerias seguras para receptivo e operação local.
- Flexibilidade para criação de pacotes personalizados.
- Apoio comercial para grupos e incentivos.
Transforme o Salvador Capital Afro 2025
em uma oportunidade de negócios e de conexão com a cultura afro-brasileira.
Entre em contato com nossa equipe e saiba como incluir essas experiências no seu portfólio: (11) 96627-8171.

Na Feira Preta Festival Celebra Viva Pequena África, a Diaspora.Black , em parceria com o BNDES, promoveu dois roteiros novos pela Pequena África: Instituto Pretos Novos e Casarão Cultural João de Alabá. A Pequena África é um reconhecimento do legado africano e afrodescendente na formação do Rio de Janeiro. Quem caminha por esse território encontra múltiplas camadas de memória que podem ser vividas de formas completamente diferentes e, durante o festival, conduzimos os participantes por dois desses caminhos: o da história e da arqueologia, com o Instituto Pretos Novos , e o da espiritualidade e da tradição religiosa, com o Casarão Cultural João de Alabá .

A Diaspora.Black esteve no Web Summit Rio 2026, dentro da Startup Island do estande brasileiro, a convite da EmbraturLAB em parceria com o Itaipu Parquetec. A iniciativa reuniu 24 startups selecionadas para apresentar soluções em inteligência artificial, turismo inteligente, sustentabilidade e economia criativa, reforçando o posicionamento do Brasil como um polo de inovação aplicada ao turismo. Nossa participação marcou a presença de uma startup com dez anos de atuação, com soluções estruturadas para empresas que querem incorporar o afroturismo à sua oferta de valor.

Todo mês de agosto, Cachoeira desacelera. Quem chega à cidade nesse período entende o motivo. A cidade do Recôncavo Baiano, com seus casarões coloniais e ladeiras de pedra, se torna cenário de uma das celebrações mais importantes da cultura afro-brasileira. A Festa da Boa Morte não cabe em nenhuma categoria comum de viagem corporativa. Ela convida a participar de uma história construída e preservada por mulheres negras há mais de dois séculos.

O Brasil acaba de ganhar mais um reconhecimento no cenário global do afroturismo. Nosso cofundador e diretor de operações, Antonio Pita, foi reconhecido pela organização Most Influential People of African Descent (MIPAD) como uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026. Há mais de dez anos, Antonio atua conectando turismo, cultura negra, diáspora africana e desenvolvimento de territórios. Seu trabalho passa pela formação de profissionais, criação de experiências e apoio a empreendedores, além da construção de diálogo com destinos e instituições. Esse percurso ajudou a ampliar a discussão sobre afroturismo no Brasil e a abrir espaço para novas perspectivas dentro do setor. Nesta entrevista, Antonio fala sobre o significado desse reconhecimento internacional, os caminhos percorridos até aqui e os desafios para fortalecer a conexão do Brasil com os territórios e experiências da diáspora africana. DIASPORA.BLACK: Antonio, o que significa para você estar entre as 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026? ANTONIO PITA: " Fico muito feliz. É um reconhecimento importante, mas que não diz respeito a uma pessoa só. Ele reflete uma construção de mais de 10 anos para estabelecer e demarcar esse segmento no Brasil. Não por acaso, ainda há poucas pessoas brasileiras nessa lista. Até pouco tempo, a conexão entre turismo preto e diáspora africana era praticamente ignorada pelo mercado brasileiro, ou vista sem essa dimensão de mercado e potência internacional. Esse é um trabalho construído pela Diaspora.Black, por mim e por muitas organizações e pessoas que vêm abrindo caminho coletivamente. Lá atrás, o que a gente esperava era justamente isso: criar essa abertura para o mercado internacional e fazer com que o Brasil também fosse reconhecido nesse lugar." DIASPORA.BLACK: O que foi fundamental para chegar aqui? ANTONIO PITA: "Acho que foi fundamental construir um histórico de entregas em diferentes frentes. Desde o começo, a gente provocou a indústria do turismo a olhar para a falta de diversidade, promovendo treinamentos, certificações e trazendo conhecimento para qualificar a hospitalidade. Depois, passamos a olhar também para os destinos, entendendo como eles incorporam os atrativos do afroturismo e as experiências da cultura negra em suas estratégias de promoção e desenvolvimento. Isso fortalece a articulação que a gente vem construindo para o segmento como um todo. Mas talvez o mais importante seja o trabalho com os empreendedores. Conhecer as experiências, os roteiros e os produtos criados por cada um, entender como podem evoluir, ganhar escala e despertar mais interesse tanto dos visitantes quanto dos próprios moradores das cidades. É isso que fazemos com o Laboratório Criativo de Roteiros: articular essa rede de empreendedores e operadores para atuar no afroturismo. Existe um diálogo constante com o poder público, com o mercado, com as agências e com os territórios, sempre buscando entender quais experiências podem ser conectadas nessa cadeia para fortalecer o ecossistema como um todo." DIASPORA.BLACK: A curadoria de grupos internacionais, como o trabalho que fazemos com fundações e outras organizações, teve influência nesse reconhecimento? ANTONIO PITA: "Com certeza. Esse reconhecimento dialoga muito com esse trabalho de curadoria que a gente vem desenvolvendo: construir experiências culturais, roteiros e conexões com os territórios, além da forma como recebemos esses visitantes com qualidade e com impacto real para quem está nos territórios. É esse olhar que levamos para parceiros, organizações e fundações, no sentido de fazer uma mediação cultural. Receber esses grupos passa por entender o que eles desejam conhecer e construir experiências em diálogo com os territórios e com respeito às dinâmicas locais. Essa atuação também fortalece nosso entendimento sobre o que o público estrangeiro e o público da diáspora buscam vivenciar no Brasil. E acho que é justamente essa capacidade de conectar experiência, cultura e território de forma responsável que esse prêmio também reconhece." DIASPORA.BLACK: Que mensagem essa lista deixa para o trade de turismo brasileiro? ANTONIO PITA: "Acho que essa lista também mostra que existem muitos outros nomes importantes do afroturismo brasileiro que poderiam estar nesse reconhecimento. Fiquei ainda mais feliz por esse reconhecimento também destacar o trabalho de pessoas fundamentais para o ecossistema, como Bia Moremi, da Brafrika Viagens, além de Anita Moreau e Martinique Lewis. É uma evidência de que ainda existe um espaço enorme para fortalecer a relação do Brasil com os outros países da diáspora africana e também para o próprio mercado brasileiro olhar para o afroturismo com mais proximidade, mais respeito e entendimento do potencial que esse segmento tem."

Em abril, a série “Raízes que Guiam: Como a Ancestralidade Transforma o Turismo” começou com uma pergunta: o que a hospitalidade ancestral africana ensina sobre a forma como recebemos as pessoas hoje? A matéria mostrou que muita coisa tratada como inovação no turismo já existia há séculos em comunidades africanas. Agora, o segundo encontro da série olha para outro elemento central dessa herança: a oralidade. O que muda quando uma história é contada por alguém que faz parte daquele território? Alguém que cresceu ouvindo aquelas memórias, reconhece os símbolos e entende os silêncios? Essa resposta começa com os griôs.

O que vivemos entre os dias 20 e 25 de março de 2026 foi uma jornada de reconexão e valorização de histórias e identidades. A Diaspora.Black desenvolveu e operou uma série de experiências culturais afro-brasileiras para viajantes internacionais em passagem pelo Brasil a bordo de um cruzeiro. Nesse intercâmbio entre as diásporas do Brasil e dos Estados Unidos, conduzimos 297 viajantes por percursos que revelam as narrativas negras que estruturam a história e a cultura dos nossos territórios.





