Experiências em grupo para empresas como estratégia de conexão por meio do Afroturismo

Jaqueline Santos • February 12, 2026
O Afroturismo é identidade. É reparação. É desenvolvimento.
E também é estratégia corporativa.

Empresas que compreendem o valor da cultura como ativo intangível estão escolhendo viver territórios, em vez de apostar na viagem tradicional.
Na Diaspora.Black, as experiências em grupo conv idam equipes a descobrirem memórias e histórias que estruturam o Brasil. São vivências que fortalecem vínculos internos, ao mesmo tempo em que ampliam repertórios, consciência histórica e leitura de mundo.

Se a sua empresa quer promover conexões como essa, este é o momento de planejar. Em 2026, o calendário de dias úteis estará mais enxuto, e as janelas para encontros presenciais tendem a ser ainda mais disputadas.

Por que investir em vivências culturais para equipes?

O Afroturismo nos ensina que território é memória viva, que experiência é ferramenta de transformação e que narrativa é poder.

Quando uma empresa promove uma imersão cultural mediada, ela não está apenas oferecendo um passeio. Está criando um espaço de:

  • construção de pertencimento
  • fortalecimento de vínculos entre equipes
  • ampliação de consciência histórica
  • desenvolvimento de escuta e visão crítica
  • conexão com a potência da economia criativa


Vivências como essas geram conversas que não cabem em salas de reunião. Criam repertório que não se aprende em apresentações. E constroem pontes entre cultura, inovação e identidade organizacional.

Rio Arte Urbana — Da Cinelândia a Santa Teresa

Um novo olhar sobre o Rio de Janeiro


Essa experiência conduz o grupo por uma travessia simbólica pelo centro do Rio e pelo bairro de Santa Teresa, conectando passado e presente sob uma perspectiva decolonial.


A jornada começa refletindo sobre as reformas urbanas do início do século XX, momento em que o projeto de modernização da cidade esteve atravessado por expulsões, apagamentos e resistências. A partir desse ponto, o percurso revela como arquitetura, urbanização e cultura foram moldadas por disputas sociais e pela força criativa da população negra.


Ao subir o morro de Santa Teresa, atravessando seus caminhos históricos, o grupo experimenta um território onde arte, memória e diversidade se encontram. O bairro, que já foi refúgio e continua sendo palco de resistência cultural, revela suas camadas através de ateliês, espaços culturais, centros de arte e da própria vivência cotidiana.


É uma experiência que provoca reflexão sobre cidade, desigualdade, patrimônio e reinvenção.


Saiba mais sobre essa imersão


Foto e experiência da Etnias Turismo e Cultura -  Visite a página da operadora! 


Rota do Samba Carioca

Onde o samba é memória e futuro


Nesta experiência, o grupo percorre territórios fundamentais da história do povo negro no Rio de Janeiro, compreendendo como o samba se estruturou como expressão cultural, organização comunitária e potência econômica.


A vivência inclui a visita a espaços de memória, bastidores de escolas de samba, circuitos de referência cultural e locais onde o samba vive e se sustenta até hoje, reunindo sambistas, bambas e amantes do ritmo mais admirado do Brasil.


O roteiro atua de forma sustentável, envolvendo produtores locais, artistas, artesãos e agentes culturais. Ao participar, sua empresa fortalece a economia criativa da cidade e contribui para a preservação e valorização de saberes ancestrais.


Mais informações


Foto e experiência da Etnias Turismo e Cultura.


Experiências customizadas para grupos corporativos

Recebemos grupos do Brasil e do mundo e podemos estruturar essa experiência incluindo:

  • Transfer
  • Hospedagem
  • Alimentação
  • Curadoria


Tudo alinhado aos objetivos estratégicos da sua empresa.


Se a sua empresa deseja proporcionar uma experiência em grupo que una cultura, impacto e posicionamento, fale com a gente.


Vamos construir juntos uma vivência que fortalece sua equipe e amplia a visão de mundo do seu negócio.


Por Jaqueline Santos 22 de julho de 2026
No mês em que se celebra o 25 de julho, conheça a origem do Julho das Pretas e os territórios brasileiros marcados pela liderança de mulheres negras.
Grupo em visita guiada por territórios de memória afro-brasileira no Rio de Janeiro
Por Jaqueline Santos 16 de julho de 2026
O afroturismo transforma viagens de incentivo e passeios em grupo em experiências de pertencimento. Veja sete cidades para planejar as viagens da sua empresa.
Por Jaqueline Santos 26 de junho de 2026
Na Feira Preta Festival Celebra Viva Pequena África, a Diaspora.Black , em parceria com o BNDES, promoveu dois roteiros novos pela Pequena África: Instituto Pretos Novos e Casarão Cultural João de Alabá. A Pequena África é um reconhecimento do legado africano e afrodescendente na formação do Rio de Janeiro. Quem caminha por esse território encontra múltiplas camadas de memória que podem ser vividas de formas completamente diferentes e, durante o festival, conduzimos os participantes por dois desses caminhos: o da história e da arqueologia, com o Instituto Pretos Novos , e o da espiritualidade e da tradição religiosa, com o Casarão Cultural João de Alabá .
Por Jaqueline Santos 23 de junho de 2026
A Diaspora.Black esteve no Web Summit Rio 2026, dentro da Startup Island do estande brasileiro, a convite da EmbraturLAB em parceria com o Itaipu Parquetec. A iniciativa reuniu 24 startups selecionadas para apresentar soluções em inteligência artificial, turismo inteligente, sustentabilidade e economia criativa, reforçando o posicionamento do Brasil como um polo de inovação aplicada ao turismo. Nossa participação marcou a presença de uma startup com dez anos de atuação, com soluções estruturadas para empresas que querem incorporar o afroturismo à sua oferta de valor.
Por Jaqueline Santos 16 de junho de 2026
Série Raízes que Guiam: Como a Ancestralidade Transforma o Turismo.
Por Jaqueline Santos 11 de junho de 2026
Todo mês de agosto, Cachoeira desacelera. Quem chega à cidade nesse período entende o motivo. A cidade do Recôncavo Baiano, com seus casarões coloniais e ladeiras de pedra, se torna cenário de uma das celebrações mais importantes da cultura afro-brasileira. A Festa da Boa Morte não cabe em nenhuma categoria comum de viagem corporativa. Ela convida a participar de uma história construída e preservada por mulheres negras há mais de dois séculos.
Por Jaqueline Santos 27 de maio de 2026
O Brasil acaba de ganhar mais um reconhecimento no cenário global do afroturismo. Nosso cofundador e diretor de operações, Antonio Pita, foi reconhecido pela organização Most Influential People of African Descent (MIPAD) como uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026. Há mais de dez anos, Antonio atua conectando turismo, cultura negra, diáspora africana e desenvolvimento de territórios. Seu trabalho passa pela formação de profissionais, criação de experiências e apoio a empreendedores, além da construção de diálogo com destinos e instituições. Esse percurso ajudou a ampliar a discussão sobre afroturismo no Brasil e a abrir espaço para novas perspectivas dentro do setor. Nesta entrevista, Antonio fala sobre o significado desse reconhecimento internacional, os caminhos percorridos até aqui e os desafios para fortalecer a conexão do Brasil com os territórios e experiências da diáspora africana. DIASPORA.BLACK: Antonio, o que significa para você estar entre as 100 pessoas negras mais influentes do mundo em viagens, turismo e hotelaria em 2026? ANTONIO PITA: " Fico muito feliz. É um reconhecimento importante, mas que não diz respeito a uma pessoa só. Ele reflete uma construção de mais de 10 anos para estabelecer e demarcar esse segmento no Brasil. Não por acaso, ainda há poucas pessoas brasileiras nessa lista. Até pouco tempo, a conexão entre turismo preto e diáspora africana era praticamente ignorada pelo mercado brasileiro, ou vista sem essa dimensão de mercado e potência internacional. Esse é um trabalho construído pela Diaspora.Black, por mim e por muitas organizações e pessoas que vêm abrindo caminho coletivamente. Lá atrás, o que a gente esperava era justamente isso: criar essa abertura para o mercado internacional e fazer com que o Brasil também fosse reconhecido nesse lugar." DIASPORA.BLACK: O que foi fundamental para chegar aqui? ANTONIO PITA: "Acho que foi fundamental construir um histórico de entregas em diferentes frentes. Desde o começo, a gente provocou a indústria do turismo a olhar para a falta de diversidade, promovendo treinamentos, certificações e trazendo conhecimento para qualificar a hospitalidade. Depois, passamos a olhar também para os destinos, entendendo como eles incorporam os atrativos do afroturismo e as experiências da cultura negra em suas estratégias de promoção e desenvolvimento. Isso fortalece a articulação que a gente vem construindo para o segmento como um todo. Mas talvez o mais importante seja o trabalho com os empreendedores. Conhecer as experiências, os roteiros e os produtos criados por cada um, entender como podem evoluir, ganhar escala e despertar mais interesse tanto dos visitantes quanto dos próprios moradores das cidades. É isso que fazemos com o Laboratório Criativo de Roteiros: articular essa rede de empreendedores e operadores para atuar no afroturismo. Existe um diálogo constante com o poder público, com o mercado, com as agências e com os territórios, sempre buscando entender quais experiências podem ser conectadas nessa cadeia para fortalecer o ecossistema como um todo." DIASPORA.BLACK: A curadoria de grupos internacionais, como o trabalho que fazemos com fundações e outras organizações, teve influência nesse reconhecimento? ANTONIO PITA: "Com certeza. Esse reconhecimento dialoga muito com esse trabalho de curadoria que a gente vem desenvolvendo: construir experiências culturais, roteiros e conexões com os territórios, além da forma como recebemos esses visitantes com qualidade e com impacto real para quem está nos territórios. É esse olhar que levamos para parceiros, organizações e fundações, no sentido de fazer uma mediação cultural. Receber esses grupos passa por entender o que eles desejam conhecer e construir experiências em diálogo com os territórios e com respeito às dinâmicas locais. Essa atuação também fortalece nosso entendimento sobre o que o público estrangeiro e o público da diáspora buscam vivenciar no Brasil. E acho que é justamente essa capacidade de conectar experiência, cultura e território de forma responsável que esse prêmio também reconhece." DIASPORA.BLACK: Que mensagem essa lista deixa para o trade de turismo brasileiro? ANTONIO PITA: "Acho que essa lista também mostra que existem muitos outros nomes importantes do afroturismo brasileiro que poderiam estar nesse reconhecimento. Fiquei ainda mais feliz por esse reconhecimento também destacar o trabalho de pessoas fundamentais para o ecossistema, como Bia Moremi, da Brafrika Viagens, além de Anita Moreau e Martinique Lewis. É uma evidência de que ainda existe um espaço enorme para fortalecer a relação do Brasil com os outros países da diáspora africana e também para o próprio mercado brasileiro olhar para o afroturismo com mais proximidade, mais respeito e entendimento do potencial que esse segmento tem."
Por Jaqueline Santos 19 de maio de 2026
Em abril, a série “Raízes que Guiam: Como a Ancestralidade Transforma o Turismo” começou com uma pergunta: o que a hospitalidade ancestral africana ensina sobre a forma como recebemos as pessoas hoje? A matéria mostrou que muita coisa tratada como inovação no turismo já existia há séculos em comunidades africanas. Agora, o segundo encontro da série olha para outro elemento central dessa herança: a oralidade. O que muda quando uma história é contada por alguém que faz parte daquele território? Alguém que cresceu ouvindo aquelas memórias, reconhece os símbolos e entende os silêncios? Essa resposta começa com os griôs.
Por Jaqueline Santos 14 de maio de 2026
O que vivemos entre os dias 20 e 25 de março de 2026 foi uma jornada de reconexão e valorização de histórias e identidades. A Diaspora.Black desenvolveu e operou uma série de experiências culturais afro-brasileiras para viajantes internacionais em passagem pelo Brasil a bordo de um cruzeiro. Nesse intercâmbio entre as diásporas do Brasil e dos Estados Unidos, conduzimos 297 viajantes por percursos que revelam as narrativas negras que estruturam a história e a cultura dos nossos territórios.
Por Jaqueline Santos 7 de maio de 2026
De 29 a 31 de maio, o maior festival de cultura e economia preta da América Latina retorna ao Rio depois de uma década, em uma construção coletiva que articula território, memória e futuro.